LUCAS 12: 15-34
A parábola do rico insensato
“Então lhes disse: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
E propôs-lhes esta parábola: O campo de um homem rico produziu com abundância. Então ele pensava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher meus frutos.
E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.
Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga.
Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado para quem será?
Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.
Disse Jesus a seus discípulos:
Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis.
Mais é a vida que o sustento, e o corpo mais do que as vestes...
...
Vendei o que tendes, e daí esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam, tesouro nos céus que nunca acabe, onde o ladrão não chega e a traça não consome.
Pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o vosso coração.”
Certa vez ouvi de uma grande pregadora: a Bíblia quer dizer o que ela diz. Não é preciso interpretar acrescentando palavras, pois Jesus Cristo foi claro em seus ensinos. Pois bem: quando Ele contou esta parábola aos seus discípulos, o que queria ensinar?
A estória trata de um fazendeiro, que com o seu trabalho ajuntou grandes riquezas. Tantas que já não poderiam se guardar nos celeiros que tinha, e ele pensava consigo mesmo em fazer celeiros maiores, para comportar os bens que havia acumulado. Deixando nossa imaginação correr, podemos ver esse homem assentado na varanda da fazenda, admirando suas plantações, mas preocupado em guardar seus lucros, em proteger seus ganhos. Talvez esse homem não tivesse ainda se tocado do quanto esta vida é efêmera, e do quanto o que se acumula aqui também o é.
Quantas famílias vemos onde os pais trabalharam duro, saíram de situações de vida muitas vezes precárias, suaram, construíram verdadeiros impérios, mas quando se vão os filhos não conseguem manter esses impérios nem por uma geração sequer. São muitos casos assim. Certo é que há também aqueles que aprendem a cuidar e a gerir bem a herança, e conseguem se manter por longos anos. Mas há tantos e tantos casos de brigas familiares, intrigas, discórdias, até mortes por causa de heranças.
O que Jesus queria ensinar? Durante todo o seu tempo como homem no mundo, Jesus ensinou que há um reino que não é desse mundo. Ele é o Senhor desse reino, que é o reino de Deus. Que esse reino não consiste em comida nem bebida, mas em comunhão com o Pai. Que nossas vidas são eternas, e podemos escolher entre viver eternamente com Deus ou sem Deus. Que o Pai é misericórdia e amor, mas é também justiça. E que haverá um dia em que daremos contas a Ele de tudo o que dissemos, tudo o que fizemos, todo bem e todo mal. Neste dia, aqueles que tiverem aceitado a dádiva da salvação através de Jesus Cristo, serão poupados e passarão à vida eterna com o Pai. Aqueles que o rejeitaram, não terão parte com ele, e a estes está destinado perecer eternamente com o Diabo e seus anjos.
“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então se assentará no trono da sua glória. Todas as nações se reunirão diante dele, e ele apartará uns dos outros, como o pastor aparta os bodes das ovelhas. Ele porá as ovelhas à sua direita, e os bodes à sua esquerda....
...Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: APARTAI-VOS DE MIM, MALDITOS, PARA O FOGO ETERNO, PREPARADO PARA O DIABO E SEUS ANJOS.” (Mateus 25:31-41)
Lenda? Certamente que não. Palavras duras demais? Muitos as consideraram assim, e por isso vem perecendo em morte eterna. Mas a verdade é que tudo isto está escrito, e como todas as profecias, também se cumprirá.
A Palavra de Deus nos diz que no dia em que o Senhor Jesus voltar a este mundo, em toda a sua glória, “todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor”, mas que nesse dia haverá choro e ranger de dentes para aqueles que O rejeitaram.
“E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo nome, para que AO NOME DE JESUS SE DOBRE TODO JOELHO DOS QUE ESTÃO NOS CÉUS, NA TERRA E DEBAIXO DA TERRA, E TODA LÍNGUA CONFESSE QUE CRISTO JESUS É O SENHOR, PARA GLÓRIA DE DEUS PAI.” (Filipenses 2:8-11)
Voltando à estória do fazendeiro: aquele homem não gastava seu tempo com o reino de Deus. Ele vivia como se pudesse passar a eternidade usufruindo dos bens que conseguira acumular. Não há nenhum problema em ser abençoado por Deus com bens materiais, trabalhando honestamente. Mas Jesus nos alerta, através dessa estória, sobre o grande problema de colocarmos o nosso coração nas coisas deste mundo, e nos esquecermos de que estamos aqui de passagem, e por pouco tempo. Ainda que vivamos 100 anos, é pouco tempo diante da eternidade. Quando nos formos daqui, nada levaremos. Apenas a nossa aliança com o Senhor, se a tivermos feito em vida, ou a nossa separação eterna Dele.
A Bíblia é clara em afirmar: “ aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo.” (Hebreus 9:27).
Portanto, a doutrina da reencarnação, de acordo com a Bíblia, é mentirosa. Na verdade, serve para nos distrair da necessidade de tomarmos as decisões certas no tempo certo. Quando satanás engana dizendo que podemos vir muitas vezes a este mundo, ele leva o homem a adiar a decisão mais importante da sua vida para um tempo que não existirá depois.
Aquele homem não considerou que importa mais ajuntar tesouros no reino de Deus. E então, quando o dia de sua morte chegou, ele já não podia mais buscá-lo.
Essa é a mensagem, essa é a Palavra: “BUSCAI ANTES O REINO DE DEUS, E TODAS ESSAS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS” (Lucas 12:31).
Minha vida é movimento.
Dança. Compasso.
Canto.
Minha vida é passo.
Caminho, escuto, recordo.
Encontro e decanto.
Conflito, reflito e traço.
Minha vida é campo
onde lanço, arado.
Onde laço, espanto!
Onde tanto, escasso.
Onde espaço, encanto.
Onde espanto, abraço.
terça-feira, 20 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O Pão e os Peixes
Não é o cálice de bênção, que abençoamos, a comunhão do sangue de Cristo? E não é o pão que partimos a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, pois todos participamos do mesmo pão. (1 Co 10: 16-17)
Em um documentário sobre animais marinhos observei a incrível formação de cardumes de pequenos peixes. Ao serem vistos de longe, assemelham-se a um grande peixe, e com isso conseguem despistar alguns predadores. O documentário afirmava que o indivíduo que se afasta do cardume terá pouca chance de sobreviver.
Insiste em minha mente a idéia de corpo. O cardume que se assemelha a um só corpo, mas que na verdade é feito de vários corpos. O corpo coletivo que garante proteção aos indivíduos reunidos.
Penso no corpo de Jesus Cristo. Esse corpo que para cumprir seu chamado aceita esfacelar-se, derramar-se, dizimar-se. “ O seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até o chão” (Lc 22:44). Sangue derramado e Pão da Vida. Corpo partido para a salvação de todos os que dEle se alimentam. Sangue pelo qual indivíduos são remidos.
Penso no corpo de Cristo. Igreja reunida, noiva que se cola ao seu Senhor: “Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? ... ali esteve com dores aquela que te deu à luz” (Cântico dos Cânticos: 7:5). Igreja é corpo nascido com dores, e dores de cruz. Corpo instituído pela morte e remido pela ressurreição do seu Senhor. Corpo cardume, que desfaz o indivíduo em massa sinuosa cruzando unida os violentos mares. Corpo que chora os que se perdem, porque serão devorados.
O Pão e os Peixes. Símbolos de Cristo e sua Igreja. Pão que se multiplica, se reparte, sobra, divide, subtrai e torna a somar. Pão que se dá a comer, alimenta peixes para a vida eterna. Peixes que se protegem na companhia de seus pares e ganham a estatura do seu Senhor.
Seja sempre a nossa páscoa. Plena do Pão da Vida, Palavra Viva, Verbo Encarnado e protegida pelo Amor, que nos une em cardume, e para si nos guarda.
“Põe-me como um selo sobre o teu coração, como selo em teu braço, porque o amor é forte como a morte... As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. ...” (O Cântico dos Cânticos: 7:6-7)
Em um documentário sobre animais marinhos observei a incrível formação de cardumes de pequenos peixes. Ao serem vistos de longe, assemelham-se a um grande peixe, e com isso conseguem despistar alguns predadores. O documentário afirmava que o indivíduo que se afasta do cardume terá pouca chance de sobreviver.
Insiste em minha mente a idéia de corpo. O cardume que se assemelha a um só corpo, mas que na verdade é feito de vários corpos. O corpo coletivo que garante proteção aos indivíduos reunidos.
Penso no corpo de Jesus Cristo. Esse corpo que para cumprir seu chamado aceita esfacelar-se, derramar-se, dizimar-se. “ O seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até o chão” (Lc 22:44). Sangue derramado e Pão da Vida. Corpo partido para a salvação de todos os que dEle se alimentam. Sangue pelo qual indivíduos são remidos.
Penso no corpo de Cristo. Igreja reunida, noiva que se cola ao seu Senhor: “Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? ... ali esteve com dores aquela que te deu à luz” (Cântico dos Cânticos: 7:5). Igreja é corpo nascido com dores, e dores de cruz. Corpo instituído pela morte e remido pela ressurreição do seu Senhor. Corpo cardume, que desfaz o indivíduo em massa sinuosa cruzando unida os violentos mares. Corpo que chora os que se perdem, porque serão devorados.
O Pão e os Peixes. Símbolos de Cristo e sua Igreja. Pão que se multiplica, se reparte, sobra, divide, subtrai e torna a somar. Pão que se dá a comer, alimenta peixes para a vida eterna. Peixes que se protegem na companhia de seus pares e ganham a estatura do seu Senhor.
Seja sempre a nossa páscoa. Plena do Pão da Vida, Palavra Viva, Verbo Encarnado e protegida pelo Amor, que nos une em cardume, e para si nos guarda.
“Põe-me como um selo sobre o teu coração, como selo em teu braço, porque o amor é forte como a morte... As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. ...” (O Cântico dos Cânticos: 7:6-7)
domingo, 21 de março de 2010
Caça às bruxas
Aqueles escritos queimei!
Ah, me doía o coração reler...
Até o estômago.
Eram tão viscerais as letras,
falavam de mim por dentro.
Queimá-las assim uma a uma
lembrou-me a inquisição.
Foi fumaça e fogo consumindo
Lentamente
Até o último fio.
Ah, me doía o coração reler...
Até o estômago.
Eram tão viscerais as letras,
falavam de mim por dentro.
Queimá-las assim uma a uma
lembrou-me a inquisição.
Foi fumaça e fogo consumindo
Lentamente
Até o último fio.
domingo, 14 de março de 2010
PORNOGRAFIA - UM LAMENTO
Mais uma vez, a pornografia. Mais uma vez, o sexo fácil, descompromissado. Mais uma vez, fotografias de mulheres em posições e situações as mais variadas. Para que? Para onde? O que seria satisfatório no ato?
A promessa é de muito, muito prazer. A promessa é de prazer sem limites, porque não tem lastro no real. A promessa é de descomprometimento total, porque é solitário, sigiloso, silencioso. Qual será o prazer em compartilhar, via net, fotografias pornográficas? Qual o lugar da vida real?
Aos homens e mulheres, gostaria de perguntar: e se fossem as suas filhas, expostas ao prazer masturbatório de pessoas de todo tipo, para serem violadas em sua intimidade, de todas as formas. Qual seria o seu prazer?
Preciso denunciar, não posso me calar mais. Vejo famílias sendo destruídas. Vejo um movimento assustador devorando pelas beiradas a possibilidade de vida feliz de tantas famílias. Vejo mulheres desesperadas, lutando por seus maridos, tentando construir uma vida a dois, sem saber que na verdade ali, onde deveriam haver dois, existem 3, 4, quem saberá? São falanges virtuais.
Meu coração hoje está consternado. Constrangido. Violado.
A violação dos corpos que foram planejados pra abrigar um Espírito, pra ser veículos de expressão desse Espírito no mundo, que foram feitos fontes de prazer amoroso entre os que se amam e constroem uma vida juntos me entristece.
Tenho muita pena da imensa solidão do ser humano. Das mulheres e homens das fotos, das mulheres e homens que gastam o tempo precioso e limitado que têm nesse mundo alimentando esse circo de horrores. Tenho muita pena das mulheres que se oferecem, sem ou com remuneração, ao sexo rápido e fácil. Tenho muita pena das mulheres que amam seus maridos e os vêem trocar no mundo virtual o prazer que deveria ser compartilhado entre dois.
O mundo se diverte! Enquanto isso, muitas crianças são violentadas dentro de suas casas por seus pais, seus tios, seus padrastos. Enquanto isso, muitas meninas em todo o mundo são vendidas pelos pais e mães para acolherem o prazer de homens que se divertem com elas. Enquanto isso, muitos morrem de Aids. Enquanto isso, muitos clamam desesperadamente para que a minoria que tem acesso à informação, à internet, aos computadores, olhe para esse mundo miserável e faça alguma coisa.
Infelizmente, grande parte da humanidade prefere se "divertir" um pouco mais na disney perversa da pornografia.
Tiro os olhos desse mundo, e busco o olhar do meu Deus. Clamo que tenha misericórdia de nós, seres humanos. Que toque os corações, que retire as escamas dos olhos, que nos dê a chance de um coração regenerado, para que possa valer a pena o presente sagrado da vida que nos foi dada viver.
A promessa é de muito, muito prazer. A promessa é de prazer sem limites, porque não tem lastro no real. A promessa é de descomprometimento total, porque é solitário, sigiloso, silencioso. Qual será o prazer em compartilhar, via net, fotografias pornográficas? Qual o lugar da vida real?
Aos homens e mulheres, gostaria de perguntar: e se fossem as suas filhas, expostas ao prazer masturbatório de pessoas de todo tipo, para serem violadas em sua intimidade, de todas as formas. Qual seria o seu prazer?
Preciso denunciar, não posso me calar mais. Vejo famílias sendo destruídas. Vejo um movimento assustador devorando pelas beiradas a possibilidade de vida feliz de tantas famílias. Vejo mulheres desesperadas, lutando por seus maridos, tentando construir uma vida a dois, sem saber que na verdade ali, onde deveriam haver dois, existem 3, 4, quem saberá? São falanges virtuais.
Meu coração hoje está consternado. Constrangido. Violado.
A violação dos corpos que foram planejados pra abrigar um Espírito, pra ser veículos de expressão desse Espírito no mundo, que foram feitos fontes de prazer amoroso entre os que se amam e constroem uma vida juntos me entristece.
Tenho muita pena da imensa solidão do ser humano. Das mulheres e homens das fotos, das mulheres e homens que gastam o tempo precioso e limitado que têm nesse mundo alimentando esse circo de horrores. Tenho muita pena das mulheres que se oferecem, sem ou com remuneração, ao sexo rápido e fácil. Tenho muita pena das mulheres que amam seus maridos e os vêem trocar no mundo virtual o prazer que deveria ser compartilhado entre dois.
O mundo se diverte! Enquanto isso, muitas crianças são violentadas dentro de suas casas por seus pais, seus tios, seus padrastos. Enquanto isso, muitas meninas em todo o mundo são vendidas pelos pais e mães para acolherem o prazer de homens que se divertem com elas. Enquanto isso, muitos morrem de Aids. Enquanto isso, muitos clamam desesperadamente para que a minoria que tem acesso à informação, à internet, aos computadores, olhe para esse mundo miserável e faça alguma coisa.
Infelizmente, grande parte da humanidade prefere se "divertir" um pouco mais na disney perversa da pornografia.
Tiro os olhos desse mundo, e busco o olhar do meu Deus. Clamo que tenha misericórdia de nós, seres humanos. Que toque os corações, que retire as escamas dos olhos, que nos dê a chance de um coração regenerado, para que possa valer a pena o presente sagrado da vida que nos foi dada viver.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Sobre o Amor
Engraçada essa coisa do amor... a gente ama as pessoas, a vida anda, o amor fica guardadinho em algum lugar do nosso coração. De vez em quando a gente se lembra, e guarda de novo. Mas, hora dessas, o amor aparece inteirinho, de tamanho e intensidade! E então a gente sabe que o amor não se desgasta, não se desfaz, não se corrompe.
A dor sim. A dor doída de um tempo, depois é poeira e vento. Por isso, para a dor: AMOR.
Junto com o tempo, que combate perdas, lutos, e lamentos, o Amor é o remédio para todo mal de alma. Experimente buscar, nos autos de sua memória, cenas do amor vivido. O coração palpitando ou o olhar de aconchego. Amor de mãe, amor de amigo, amor de chamego. Toda memória de amor valha-nos nessa hora. Seja a tinta e a pena, pra escrever outra história.
A dor sim. A dor doída de um tempo, depois é poeira e vento. Por isso, para a dor: AMOR.
Junto com o tempo, que combate perdas, lutos, e lamentos, o Amor é o remédio para todo mal de alma. Experimente buscar, nos autos de sua memória, cenas do amor vivido. O coração palpitando ou o olhar de aconchego. Amor de mãe, amor de amigo, amor de chamego. Toda memória de amor valha-nos nessa hora. Seja a tinta e a pena, pra escrever outra história.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Nada se Perderá
E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. (Jo 6:12)
Esse fragmento do Evangelho de Jesus Cristo segundo João faz referência ao grande milagre da multiplicação dos Pães e dos Peixes, onde Jesus, a partir do pouco que um garoto possuía – cinco pães e dois peixinhos – alimentou uma multidão de seguidores.
Esta passagem nos lembra o quanto é importante dispormos para Deus do que temos, ainda que aos nossos olhos seja muito pouco, pois Ele em seu poder se encarregará de multiplicar e tornar abundante.
Há, no entanto, neste versículo 12, uma particularidade que de maneira especial tocou meu coração. Neste versículo, o Senhor Jesus, dono de todo poder, dá uma ordem: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.”
É uma ordem que nos diz da economia de Deus. Na matemática divina, nada, absolutamente nada se perderá, porque Ele é Aquele capaz de transformar cinco pães e dois peixinhos em alimento suficiente para alimentar uma multidão; Ele é aquele capaz de encher odres com água e transformá-la no mais precioso vinho; Ele é aquele capaz de suscitar das rochas a água, de enviar fogo dos céus, de perdoar multidão de pecados.
Aos pecadores, o Senhor perdoa e ordena: vá e não peques mais. No entanto, a história vivida por cada pecador, poderá ser transformada de tal maneira pelo Senhor, pois Ele é o oleiro que faz do barro quebrado um vaso novo.
Transporto-me para o processo de reciclagem do vidro: os cacos de vidro encontrados nas lixeiras são recolhidos, triturados, passam por processos de lavagem para que todo material que não seja vidro e esteja aderido ao mesmo seja retirado, e finalmente são levados aos fornos de temperaturas elevadíssimas, onde se transformam numa massa informe incandescente. A fabricação artesanal do vidro se dá através do sopro que o artesão imprime sobre esta massa, formando as mais lindas formas e cores. Quanto mais coloridos os pedaços de vidro para reciclagem, mais lindas e coloridas serão as peças resultantes desse processo.
Quando ouço, em João 6:12, a ordem do Senhor: ”Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca”, penso nas inúmeras vezes em que, na minha vida, olhei em volta e tudo o que vi foram cacos. Quantas e quantas vezes meu coração esteve quebrado, desfeito pelas decepções, tristezas, frustrações com o outro, comigo mesma. Quantas pessoas tenho visto, nas conversações terapêuticas, completamente esfaceladas, aparentemente destruídas.
Mas o Senhor nos ordena recolher todos os pedaços que sobraram. Pelas Suas mãos estes cacos não serão colados grosseiramente, mas serão inteiramente transformados em matéria nova. Ele poderá nos triturar, nos colocar em altos fornos, mas descansemos em saber que resultaremos únicos e originais, antigos cacos que agora refeitos receberão da boca do Criador o sopro vivificante do Seu Espírito.
Esse fragmento do Evangelho de Jesus Cristo segundo João faz referência ao grande milagre da multiplicação dos Pães e dos Peixes, onde Jesus, a partir do pouco que um garoto possuía – cinco pães e dois peixinhos – alimentou uma multidão de seguidores.
Esta passagem nos lembra o quanto é importante dispormos para Deus do que temos, ainda que aos nossos olhos seja muito pouco, pois Ele em seu poder se encarregará de multiplicar e tornar abundante.
Há, no entanto, neste versículo 12, uma particularidade que de maneira especial tocou meu coração. Neste versículo, o Senhor Jesus, dono de todo poder, dá uma ordem: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.”
É uma ordem que nos diz da economia de Deus. Na matemática divina, nada, absolutamente nada se perderá, porque Ele é Aquele capaz de transformar cinco pães e dois peixinhos em alimento suficiente para alimentar uma multidão; Ele é aquele capaz de encher odres com água e transformá-la no mais precioso vinho; Ele é aquele capaz de suscitar das rochas a água, de enviar fogo dos céus, de perdoar multidão de pecados.
Aos pecadores, o Senhor perdoa e ordena: vá e não peques mais. No entanto, a história vivida por cada pecador, poderá ser transformada de tal maneira pelo Senhor, pois Ele é o oleiro que faz do barro quebrado um vaso novo.
Transporto-me para o processo de reciclagem do vidro: os cacos de vidro encontrados nas lixeiras são recolhidos, triturados, passam por processos de lavagem para que todo material que não seja vidro e esteja aderido ao mesmo seja retirado, e finalmente são levados aos fornos de temperaturas elevadíssimas, onde se transformam numa massa informe incandescente. A fabricação artesanal do vidro se dá através do sopro que o artesão imprime sobre esta massa, formando as mais lindas formas e cores. Quanto mais coloridos os pedaços de vidro para reciclagem, mais lindas e coloridas serão as peças resultantes desse processo.
Quando ouço, em João 6:12, a ordem do Senhor: ”Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca”, penso nas inúmeras vezes em que, na minha vida, olhei em volta e tudo o que vi foram cacos. Quantas e quantas vezes meu coração esteve quebrado, desfeito pelas decepções, tristezas, frustrações com o outro, comigo mesma. Quantas pessoas tenho visto, nas conversações terapêuticas, completamente esfaceladas, aparentemente destruídas.
Mas o Senhor nos ordena recolher todos os pedaços que sobraram. Pelas Suas mãos estes cacos não serão colados grosseiramente, mas serão inteiramente transformados em matéria nova. Ele poderá nos triturar, nos colocar em altos fornos, mas descansemos em saber que resultaremos únicos e originais, antigos cacos que agora refeitos receberão da boca do Criador o sopro vivificante do Seu Espírito.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O SONHO DO SAPO BOI QUE COMEU O ESCORPIAO
Nesta noite acordei assustada! Sonhei que limpava um velho oratório de minha mãe, quando dele saiu um escorpião muito grande! Ele andava por cima de uma mesa, quando, de repente, voou! Que loucura, um escorpião já é bicho peçonhento, um escorpião que voa é absolutamente incontrolável! Nos porões da minha mente, velho oratório, tem de tudo: pequenas baratas, aranhas, escorpião que voa!
Em pânico olhava pr´aquela cena quando o escorpião pousou e veio andando em minha direção!
De perto da minha sombra, saiu então um sapo boi obeso, muito grande mesmo, com uma pele verde escuro, manchas marrons e aquela aparencia viscosa característica dos anfíbios... Em marcha lenta, foi se aproximando do escorpião... O peçonhento veio com seu rabo venenoso em posição de bote! Mas qual não foi a surpresa quando o sapo abriu sua bocarra e NHACT! Engoliu o escorpião de uma vez!
Ah, que delícia! A vingança do sapo!
Acordei com o coração batendo forte... Abri a janela e pude ver o sol que ameaçava nascer enquanto as estrelas ainda brilhavam no céu azul escuro... A constelação de escorpião e sua cauda brilhante...
Então entendi: em boca de sapo, escorpião não ri! Dentro de mim mora um sapo obeso que ainda que lento é capaz de engolir inteiros os escorpiões gigantes que não me deixam dormir!
Numa livraria, ainda a descoberta: Uma estória de Rubem Alves, que transcrevo agora, que diz que em costas de sapo, escorpião não mora!
Um dia a floresta pegou fogo. E incêndio não tem medo de rabo de escorpião. Só havia um jeito de fugir da morte: era atravessando o rio, para o outro lado. Os bichos que sabiam nadar pulavam na água, levando seus amigos nas costas. Mas o escorpião nem tinha amigos, nem sabia nadar. E não havia ninguém que se arriscasse a oferecer-lhe carona.
O escorpião, então, valentia e coragem sumidas ante o fogo que se aproximava, foi forçado a se humilhar. Dirigiu-se com voz mansa à rã, que se preparava para a travessia.
-Por favor, me leve nas suas costas - ele disse.
-Eu não sou louca. Sei muito bem o que você faz a todos que se aproximam de você - replicou a rã.
-Mas, veja- argumentou o escorpião- eu não posso picá-la com o meu ferrão. Se o fizesse, você morreria, afundaria, e eu junto, pois não sei nadar.
A rã ponderou que o raciocínio estava certo. Podia ser que o escorpião fosse muito feroz, mas não podia ser burro. Todo mundo ama a vida. O escorpião não podia ser diferente. Ele não iria matar, sabendo que assim se mataria... E, como tinha bom coração, resolveu fazer esta boa ação. -Muito bem. -disse a rã ao escorpião. -Suba nas minhas costas. Vou salvar sua vida...
O escorpião se encheu de alegria, subiu nas costas lisas da rã e começaram a travessia.
Que coisa -ele pensou- é a primeira vez que me encosto em alguém de corpo inteiro. Antes era só o ferrão... E até que não é ruim. O corpo da rã é bem maciozinho...
Enquanto isso, a rã ia dando suas braçadas tranqüilas, nado de peito, deslizando sobre a superfície. -E como é gostoso navegar- continuou o escorpião , nos seus pensamentos. - estes borrifos de água , como são gostosos. É bom ter a rã como amiga...
Estavam bem no meio do rio. O escorpião olhou para trás e viu a floresta em chamas. -Se não fosse a rã, eu estaria morto neste momento. E um estranho sentimento, desconhecido, encheu seu coração: gratidão. Nem sempre veneno e ferrão são a melhor solução. A vida estava com a rã, macia e inofensiva que não inspirava medo em ninguém... Sentiu seu corpo descontrair-se. Achou que a vida era boa... Era bom poder baixar a guarda e descansar.
Voltou-se de novo para trás, para olhar a floresta incendiada. Mas, ao fazer isto, viu-se refletido, corpo inteiro, na água do rio que brilhava à luz do fogo. E o que viu o horrorizou: seu rabo, dantes ereto, agora dobrado, desarmado. Escorpião de rabo mole... Todos ririam dele. E sentiu um ódio profundo da rã.
-Espelho, espelho meu, existe bicho mais terrível que eu? A resposta estava naquele rabo mole, refletido no espelho da água. E a única culpada era a rã...
Sem um outro pensamento, enrijeceu o rabo e o enfiou nas costas da rã.
A rã morreu. E, com ela, o escorpião.
*O mundo precisa de mais rãs e menos escorpiões*"
Em pânico olhava pr´aquela cena quando o escorpião pousou e veio andando em minha direção!
De perto da minha sombra, saiu então um sapo boi obeso, muito grande mesmo, com uma pele verde escuro, manchas marrons e aquela aparencia viscosa característica dos anfíbios... Em marcha lenta, foi se aproximando do escorpião... O peçonhento veio com seu rabo venenoso em posição de bote! Mas qual não foi a surpresa quando o sapo abriu sua bocarra e NHACT! Engoliu o escorpião de uma vez!
Ah, que delícia! A vingança do sapo!
Acordei com o coração batendo forte... Abri a janela e pude ver o sol que ameaçava nascer enquanto as estrelas ainda brilhavam no céu azul escuro... A constelação de escorpião e sua cauda brilhante...
Então entendi: em boca de sapo, escorpião não ri! Dentro de mim mora um sapo obeso que ainda que lento é capaz de engolir inteiros os escorpiões gigantes que não me deixam dormir!
Numa livraria, ainda a descoberta: Uma estória de Rubem Alves, que transcrevo agora, que diz que em costas de sapo, escorpião não mora!
Um dia a floresta pegou fogo. E incêndio não tem medo de rabo de escorpião. Só havia um jeito de fugir da morte: era atravessando o rio, para o outro lado. Os bichos que sabiam nadar pulavam na água, levando seus amigos nas costas. Mas o escorpião nem tinha amigos, nem sabia nadar. E não havia ninguém que se arriscasse a oferecer-lhe carona.
O escorpião, então, valentia e coragem sumidas ante o fogo que se aproximava, foi forçado a se humilhar. Dirigiu-se com voz mansa à rã, que se preparava para a travessia.
-Por favor, me leve nas suas costas - ele disse.
-Eu não sou louca. Sei muito bem o que você faz a todos que se aproximam de você - replicou a rã.
-Mas, veja- argumentou o escorpião- eu não posso picá-la com o meu ferrão. Se o fizesse, você morreria, afundaria, e eu junto, pois não sei nadar.
A rã ponderou que o raciocínio estava certo. Podia ser que o escorpião fosse muito feroz, mas não podia ser burro. Todo mundo ama a vida. O escorpião não podia ser diferente. Ele não iria matar, sabendo que assim se mataria... E, como tinha bom coração, resolveu fazer esta boa ação. -Muito bem. -disse a rã ao escorpião. -Suba nas minhas costas. Vou salvar sua vida...
O escorpião se encheu de alegria, subiu nas costas lisas da rã e começaram a travessia.
Que coisa -ele pensou- é a primeira vez que me encosto em alguém de corpo inteiro. Antes era só o ferrão... E até que não é ruim. O corpo da rã é bem maciozinho...
Enquanto isso, a rã ia dando suas braçadas tranqüilas, nado de peito, deslizando sobre a superfície. -E como é gostoso navegar- continuou o escorpião , nos seus pensamentos. - estes borrifos de água , como são gostosos. É bom ter a rã como amiga...
Estavam bem no meio do rio. O escorpião olhou para trás e viu a floresta em chamas. -Se não fosse a rã, eu estaria morto neste momento. E um estranho sentimento, desconhecido, encheu seu coração: gratidão. Nem sempre veneno e ferrão são a melhor solução. A vida estava com a rã, macia e inofensiva que não inspirava medo em ninguém... Sentiu seu corpo descontrair-se. Achou que a vida era boa... Era bom poder baixar a guarda e descansar.
Voltou-se de novo para trás, para olhar a floresta incendiada. Mas, ao fazer isto, viu-se refletido, corpo inteiro, na água do rio que brilhava à luz do fogo. E o que viu o horrorizou: seu rabo, dantes ereto, agora dobrado, desarmado. Escorpião de rabo mole... Todos ririam dele. E sentiu um ódio profundo da rã.
-Espelho, espelho meu, existe bicho mais terrível que eu? A resposta estava naquele rabo mole, refletido no espelho da água. E a única culpada era a rã...
Sem um outro pensamento, enrijeceu o rabo e o enfiou nas costas da rã.
A rã morreu. E, com ela, o escorpião.
*O mundo precisa de mais rãs e menos escorpiões*"
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