Pérola de José Saramago:
"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu fizeram-no de carne e sangra todo dia."
(José Saramago)
Minha vida é movimento.
Dança. Compasso.
Canto.
Minha vida é passo.
Caminho, escuto, recordo.
Encontro e decanto.
Conflito, reflito e traço.
Minha vida é campo
onde lanço, arado.
Onde laço, espanto!
Onde tanto, escasso.
Onde espaço, encanto.
Onde espanto, abraço.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Reconciliados para ministrar a Reconciliação
Quem já provou o sabor doce-úmido do caqui? E o cheiro adocicado do manacá? E a brisa do mar na virada do dia?
Como descrever, em palavras, sensações tão particulares? Seria possível a alguém que nunca tenha provado uma jabuticaba, descrevê-la –“ ploct-pluft “- do delicioso explodir da fruta na boca, até o cuspir do caroço?
Nosso Mestre nos dizia, em Lucas 6:
"Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?
O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre.
"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho’, se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão".
"Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom.
Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas.
O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração".
Somos chamados à reconciliação. Reconciliarmo-nos com o Senhor, para então ministrarmos a reconciliação. No caminho, no correr dos dias, vão se acumulando poeira e cisco em nossos olhos. Mas prosseguimos, entendendo que não há tempo, a messe é grande, são poucos os trabalhadores. Precisamos prosseguir, muitas vezes sem separarmos tempo de lavar os nossos olhos.
Saímos então anunciando uma palavra: Evangelho – Boas Novas. A boa notícia de que em Jesus, não mais pelas nossas obras, mas por Sua misericórdia, somos reconciliados com Deus. A notícia de que nEle nossos pecados são, definitivamente, perdoados.
Anunciamos o Evangelho, enquanto caminhamos pesados, arrastando nosso fardo recheado de culpas, pecados não confessados, questões que deixamos pra depois. A dura realidade sobre nós mesmos permanece encoberta, enquanto nos ocupamos do ideal que o Evangelho traz para a vida do outro.
- Não, não para a minha vida. Eu sei que os caquis podem ser deliciosos, mas não para mim. Afinal, poderia deliciar-me com eles. E isto não combina com meu fardo.
Fardo que o Mestre convida a lançar sobre Ele, mas que já é tão meu... afinal, são as minhas velhas e conhecidas dores, aqueles medos tão familiares, o pecado que repito e tão de perto me acompanha...
Ah! Quanto perdemos! Oferecemos à multidão uma mesa farta, da qual nos abstemos de comer: a mesa da reconciliação. Como seria bom se pudéssemos, realmente, crer que o convite do Senhor é para nós também. Um convite para lançarmos sobre Ele toda dor, toda inconstância, toda impotência, toda humanidade.
Ele não nos convida a nos tornarmos SUPER. Ele nos convida a sermos humildes e necessitados da Sua Graça. Ele nos convida a provarmos a mesa farta que Ele mesmo preparou, por causa do seu AMOR.
Vejamos o que o Mestre nos ensina em Mateus 22:
"O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
"De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento! ’
"Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.”
O banquete está posto. Mas nós ainda pensamos que precisamos merecer estar lá. E saímos a trabalhar. O Rei descreve o seu banquete e convida: O tempo da reconciliação é chegado.
Como poderemos convidar alguém para a festa, se nem ao menos conhecemos o anfitrião? Como poderemos descrever as maravilhas da sua comida e bebida, se nos privamos deste encontro?
Somos chamados a ministrar as novas da reconciliação, da aliança refeita. Isto exige de nós, antes, experimentá-la.
Experimente lançar o seu fardo aos pés do Mestre. Experimente desapegar-se de culpas e dores, e confiantemente entregá-las. Ele virá com um banquete, tomando o lugar que lhe cabe. Ele virá até você, para curar o que você julga incurável, para tratar o que você julga perdido, para sarar o que você sabe doente.
As nossas limitações não são maiores do que o Senhor. Ele nos convida a olharmos para dentro, através da Luz que Ele mesmo é, com compaixão, misericórdia, e amor.
Aí então, tendo provado das delícias da reconciliação, poderemos dizer: Eu era cego, e agora vejo, eu era morto, e agora vivo!
Como descrever, em palavras, sensações tão particulares? Seria possível a alguém que nunca tenha provado uma jabuticaba, descrevê-la –“ ploct-pluft “- do delicioso explodir da fruta na boca, até o cuspir do caroço?
Nosso Mestre nos dizia, em Lucas 6:
"Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?
O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre.
"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho’, se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão".
"Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom.
Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas.
O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração".
Somos chamados à reconciliação. Reconciliarmo-nos com o Senhor, para então ministrarmos a reconciliação. No caminho, no correr dos dias, vão se acumulando poeira e cisco em nossos olhos. Mas prosseguimos, entendendo que não há tempo, a messe é grande, são poucos os trabalhadores. Precisamos prosseguir, muitas vezes sem separarmos tempo de lavar os nossos olhos.
Saímos então anunciando uma palavra: Evangelho – Boas Novas. A boa notícia de que em Jesus, não mais pelas nossas obras, mas por Sua misericórdia, somos reconciliados com Deus. A notícia de que nEle nossos pecados são, definitivamente, perdoados.
Anunciamos o Evangelho, enquanto caminhamos pesados, arrastando nosso fardo recheado de culpas, pecados não confessados, questões que deixamos pra depois. A dura realidade sobre nós mesmos permanece encoberta, enquanto nos ocupamos do ideal que o Evangelho traz para a vida do outro.
- Não, não para a minha vida. Eu sei que os caquis podem ser deliciosos, mas não para mim. Afinal, poderia deliciar-me com eles. E isto não combina com meu fardo.
Fardo que o Mestre convida a lançar sobre Ele, mas que já é tão meu... afinal, são as minhas velhas e conhecidas dores, aqueles medos tão familiares, o pecado que repito e tão de perto me acompanha...
Ah! Quanto perdemos! Oferecemos à multidão uma mesa farta, da qual nos abstemos de comer: a mesa da reconciliação. Como seria bom se pudéssemos, realmente, crer que o convite do Senhor é para nós também. Um convite para lançarmos sobre Ele toda dor, toda inconstância, toda impotência, toda humanidade.
Ele não nos convida a nos tornarmos SUPER. Ele nos convida a sermos humildes e necessitados da Sua Graça. Ele nos convida a provarmos a mesa farta que Ele mesmo preparou, por causa do seu AMOR.
Vejamos o que o Mestre nos ensina em Mateus 22:
"O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
"De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento! ’
"Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.”
O banquete está posto. Mas nós ainda pensamos que precisamos merecer estar lá. E saímos a trabalhar. O Rei descreve o seu banquete e convida: O tempo da reconciliação é chegado.
Como poderemos convidar alguém para a festa, se nem ao menos conhecemos o anfitrião? Como poderemos descrever as maravilhas da sua comida e bebida, se nos privamos deste encontro?
Somos chamados a ministrar as novas da reconciliação, da aliança refeita. Isto exige de nós, antes, experimentá-la.
Experimente lançar o seu fardo aos pés do Mestre. Experimente desapegar-se de culpas e dores, e confiantemente entregá-las. Ele virá com um banquete, tomando o lugar que lhe cabe. Ele virá até você, para curar o que você julga incurável, para tratar o que você julga perdido, para sarar o que você sabe doente.
As nossas limitações não são maiores do que o Senhor. Ele nos convida a olharmos para dentro, através da Luz que Ele mesmo é, com compaixão, misericórdia, e amor.
Aí então, tendo provado das delícias da reconciliação, poderemos dizer: Eu era cego, e agora vejo, eu era morto, e agora vivo!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O Nascimento de um Rei
“E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Vendo eles a estrela, alegraram-se imensamente. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se, o adoraram. Então, abrindo os seus tesouros, lhe apresentaram suas dádivas: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2:9-11)
Luzes brilham nas casas, nas praças, nas ruas. Em lojas ouve-se o barulho eletrônico de sininhos tocando, anunciando. Entra ano, sai ano, comemoramos o Natal. Data eleita para que o mundo se lembre de que, em Belém, há cerca de 2010 anos, nasceu um Menino.
Mas não era qualquer menino. Seu nascimento foi anunciado por anjos e profetas. Até os luminares, que por Ele e para Ele foram feitos, se moveram para mostrar o local, humilde e pobre, onde escolheu nascer no meio de nós.
Os magos do Oriente reconheceram a sua estrela, e vieram em busca dEle, adorá-Lo. Diante dEle, abriram os seus tesouros, e lhe apresentaram suas dádivas. Tesouros abertos diante do Rei. Um Rei nascido com aparência humilde, para nos ensinar que riquezas deste mundo são nada ante o brilho maravilhoso das estrelas colocadas no céu.
Agora, em dezembro, tocamos sinos. Convidamos pessoas, cantamos nas praças, damo-nos presentes, para, quem sabe, reverenciarmos em nosso irmão Aquele que veio por nós.
Neste Natal, possamos nos prostrar diante Dele. Possamos, verdadeiramente, adorá-Lo. Lembremo-nos Dele, não como lenda, mas como alguém que ainda hoje, vive.
Sim, Jesus Cristo nasceu e vive ainda. Ele está no meio de nós. Nos passos dos necessitados, podemos encontrá-lo clamando por amor, por justiça, por mansidão.
Ele está no meio de nós. Como estrela a nos mostrar ainda que há um Caminho, uma Verdade, uma Vida.
Ele está no meio de nós. Não nos pede presentes, mas o que está em nossos tesouros: “Pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o vosso coração.”(Lc 12:34)
Ao som dos sinos, deixemo-nos tocar por Ele. Na direção das luzes, deixemo-nos guiar por Ele. E, diante Dele, abramos nossos tesouros para entregar-Lhe, inteiramente, os nossos corações.
“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz; sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRINCIPE DA PAZ.
Do aumento do seu governo e paz não haverá fim. Reinará sobre o trono de Davi e sobre seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e justiça, desde agora e para sempre.” (Is 9:2;6-7)
Luzes brilham nas casas, nas praças, nas ruas. Em lojas ouve-se o barulho eletrônico de sininhos tocando, anunciando. Entra ano, sai ano, comemoramos o Natal. Data eleita para que o mundo se lembre de que, em Belém, há cerca de 2010 anos, nasceu um Menino.
Mas não era qualquer menino. Seu nascimento foi anunciado por anjos e profetas. Até os luminares, que por Ele e para Ele foram feitos, se moveram para mostrar o local, humilde e pobre, onde escolheu nascer no meio de nós.
Os magos do Oriente reconheceram a sua estrela, e vieram em busca dEle, adorá-Lo. Diante dEle, abriram os seus tesouros, e lhe apresentaram suas dádivas. Tesouros abertos diante do Rei. Um Rei nascido com aparência humilde, para nos ensinar que riquezas deste mundo são nada ante o brilho maravilhoso das estrelas colocadas no céu.
Agora, em dezembro, tocamos sinos. Convidamos pessoas, cantamos nas praças, damo-nos presentes, para, quem sabe, reverenciarmos em nosso irmão Aquele que veio por nós.
Neste Natal, possamos nos prostrar diante Dele. Possamos, verdadeiramente, adorá-Lo. Lembremo-nos Dele, não como lenda, mas como alguém que ainda hoje, vive.
Sim, Jesus Cristo nasceu e vive ainda. Ele está no meio de nós. Nos passos dos necessitados, podemos encontrá-lo clamando por amor, por justiça, por mansidão.
Ele está no meio de nós. Como estrela a nos mostrar ainda que há um Caminho, uma Verdade, uma Vida.
Ele está no meio de nós. Não nos pede presentes, mas o que está em nossos tesouros: “Pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o vosso coração.”(Lc 12:34)
Ao som dos sinos, deixemo-nos tocar por Ele. Na direção das luzes, deixemo-nos guiar por Ele. E, diante Dele, abramos nossos tesouros para entregar-Lhe, inteiramente, os nossos corações.
“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz; sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRINCIPE DA PAZ.
Do aumento do seu governo e paz não haverá fim. Reinará sobre o trono de Davi e sobre seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e justiça, desde agora e para sempre.” (Is 9:2;6-7)
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Carta para Tia Mirtes
Querida Tia Mirtes,
Um verdadeiro presente de final de ano essa história de nossa família contada por suas lentes!
Especialmente importante para mim, que estou empenhada na construção do meu genograma, visitando a história da minha vida gerada desde os meus tão queridos avós paternos e maternos. Por ele passarão, sem excessão, todos os tios e tias, primos, sobrinhos e cunhados...
É bem verdade que não conheci vovô Fernandez, e de vovô Artur não me lembro. Mas tenho vivas na memória vovó Maria Candida e vovó Maria Elisa: uma artista da alma, tão serena, tão doce como os docinhos de leite cortadinhos, todos iguais, em losangos.... E o cheiro do fogão de lenha, que insistia em funcionar, mesmo com outro a gás. E o sabor de seus quibes, e o cheiro do armarinho de barril, que até hoje me lembro. E a tesoura que destrinchava o frango nos almoços de família. E sua doce voz consolando as meninas num dia de carnaval que insistia em chover: "Névoa na serra, chuva na terra - névoa baixa é sol que racha!". E sua paciencia me ensinando alguns pontinhos de crochê.
A outra, artista da música. Sua casa para mim era piano tocando... Sua voz quase sumindo, mas os dedos cheios de energia fazendo sair do piano as notas de Bethoven e Bach. E seu casaco preto com gola e punho de pele, que agora, por herança, foi confiado a mim.
Guardo comigo um tesouro, que são as histórias contadas. De gente que nunca vi, como Tia Alice, tão viva em minha memória. A imagem dos índios que nunca visitei, mas com quem minha tia, corajosa desbravadora - assim eu contava com orgulho - vivia e de quem trazia objetos que me deixavam fascinada! Especialmente uma "armadilha" de colocar o dedo e quando se puxava: pronto! Estava preso pra sempre! E um pente de cabelos, e tantas coisas assim.
Lembranças: DeTia Anália as almofadas, de tia Lude, a elegância e a boutique tão cheirosa, de Tia Cordélia, a doçura, de tio Chico as risadas, de Tia Camo a sobriedade e aquela casa mágica onde quase morri de medo quando fui dormir lá com o Zé. A porta era muito grande, e o quarto era meio escuro... Acho que dei trabalho... De tio Almir, a farmácia! E a cura para minha alergia!
De tia Cecília, as hospedagens incontáveis, os carnavais de mesa posta, a segurança de ter a casa da minha tia pra chegar de toda aquela folia. De tio Duílio, o trabalho ao telefone. De tia Miriam, tão querida, os gatos, a vaidade, os lencinhos e... aprontar-se para o homem amado! De tia Martha, os comentários do dia! De tia Tereza, a alegria, de tio Antero laranjas serra dágua que ele mesmo descascava... De tio Marçal, figura ilustre e inteligente... exemplo de gente importante!
De meu pai e minha mãe, a certeza de ter família.
Assim vou eu, também tecendo, com os fios da história contada, e recontada por tantos, tal qual o rosário de vovó, a história da minha vida.
Obrigada. Que Deus abençoe você, todos os tios e tias, primos primeiros, primos segundos e outros mais, com saúde, Graça e muita paz!
Agradeço a Deus por ter nascido nesta família, que nos sobrenomes Fernandez e Versiani dos Anjos fez uma mistura feliz de carater, sonhos, amor, aconchego, direção, compaixão e amizade. Agradeço a todos vocês, que nos antecederam na história, e construíram esse maravilhoso legado.
Aproveito para desejar um Feliz Natal, cheio da renovação e do amor que há na presença de Jesus.
Um grande e saudoso abraço,
Tiza
Um verdadeiro presente de final de ano essa história de nossa família contada por suas lentes!
Especialmente importante para mim, que estou empenhada na construção do meu genograma, visitando a história da minha vida gerada desde os meus tão queridos avós paternos e maternos. Por ele passarão, sem excessão, todos os tios e tias, primos, sobrinhos e cunhados...
É bem verdade que não conheci vovô Fernandez, e de vovô Artur não me lembro. Mas tenho vivas na memória vovó Maria Candida e vovó Maria Elisa: uma artista da alma, tão serena, tão doce como os docinhos de leite cortadinhos, todos iguais, em losangos.... E o cheiro do fogão de lenha, que insistia em funcionar, mesmo com outro a gás. E o sabor de seus quibes, e o cheiro do armarinho de barril, que até hoje me lembro. E a tesoura que destrinchava o frango nos almoços de família. E sua doce voz consolando as meninas num dia de carnaval que insistia em chover: "Névoa na serra, chuva na terra - névoa baixa é sol que racha!". E sua paciencia me ensinando alguns pontinhos de crochê.
A outra, artista da música. Sua casa para mim era piano tocando... Sua voz quase sumindo, mas os dedos cheios de energia fazendo sair do piano as notas de Bethoven e Bach. E seu casaco preto com gola e punho de pele, que agora, por herança, foi confiado a mim.
Guardo comigo um tesouro, que são as histórias contadas. De gente que nunca vi, como Tia Alice, tão viva em minha memória. A imagem dos índios que nunca visitei, mas com quem minha tia, corajosa desbravadora - assim eu contava com orgulho - vivia e de quem trazia objetos que me deixavam fascinada! Especialmente uma "armadilha" de colocar o dedo e quando se puxava: pronto! Estava preso pra sempre! E um pente de cabelos, e tantas coisas assim.
Lembranças: DeTia Anália as almofadas, de tia Lude, a elegância e a boutique tão cheirosa, de Tia Cordélia, a doçura, de tio Chico as risadas, de Tia Camo a sobriedade e aquela casa mágica onde quase morri de medo quando fui dormir lá com o Zé. A porta era muito grande, e o quarto era meio escuro... Acho que dei trabalho... De tio Almir, a farmácia! E a cura para minha alergia!
De tia Cecília, as hospedagens incontáveis, os carnavais de mesa posta, a segurança de ter a casa da minha tia pra chegar de toda aquela folia. De tio Duílio, o trabalho ao telefone. De tia Miriam, tão querida, os gatos, a vaidade, os lencinhos e... aprontar-se para o homem amado! De tia Martha, os comentários do dia! De tia Tereza, a alegria, de tio Antero laranjas serra dágua que ele mesmo descascava... De tio Marçal, figura ilustre e inteligente... exemplo de gente importante!
De meu pai e minha mãe, a certeza de ter família.
Assim vou eu, também tecendo, com os fios da história contada, e recontada por tantos, tal qual o rosário de vovó, a história da minha vida.
Obrigada. Que Deus abençoe você, todos os tios e tias, primos primeiros, primos segundos e outros mais, com saúde, Graça e muita paz!
Agradeço a Deus por ter nascido nesta família, que nos sobrenomes Fernandez e Versiani dos Anjos fez uma mistura feliz de carater, sonhos, amor, aconchego, direção, compaixão e amizade. Agradeço a todos vocês, que nos antecederam na história, e construíram esse maravilhoso legado.
Aproveito para desejar um Feliz Natal, cheio da renovação e do amor que há na presença de Jesus.
Um grande e saudoso abraço,
Tiza
sábado, 13 de novembro de 2010
Voando nos céus de um novo dia

“Mas como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” (1 Co 2:9)
“E disse Deus: Haja luz. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa, e fez separação entre a luz e as trevas. E chamou Deus à luz dia, e às trevas, noite. E houve tarde e manhã – o primeiro dia.” (Gen 1:3-5)
O brilho da manhã que chega se irradia em luminosos feixes que fulguram mais em contraste com o céu ainda escurecido da noite. Junto com ele, pássaros vêm de toda parte deslizando seus corpos no espaço infinito.
Para quem está doente, as noites parecem não ter fim. A chegada do dia anuncia também o conforto da chegada do primeiro médico, da enfermeira, da medicação. Para quem não dorme, o dia raiando é alívio da longa e inquietante noite.
Para quem acordou mais cedo, o espetáculo. No silêncio dos começos, apenas o trinar de pássaros que louvam a Deus com o que têm. No céu vão bordando com seus próprios corpos a coreografia da vida pela manhã, e cantam. Suas vozes são diversas e incontáveis. Nos acordes harmoniosos que a natureza compõe, podemos sentir o coração do Criador pulsando, uma vez mais, no dia que se refaz.
Um novo dia. Um novo tempo. Tempo de fazer diferente o que ainda não foi feito, tempo de recomeço. A cada dia, a oportunidade. Com o surgimento da luz, a possibilidade de ver. E de separar. De escolher outro rumo, mudar. Tempo de criar asas e, como pássaro, voar pela imensidão azul, distanciar-se do burburinho cotidiano.
No alto céu, deleitar-se apenas na luz. Voar ao encontro dos feixes dourados e brincar com nuvens. Simplesmente ser. Em profunda gratidão, viver pelo propósito do Criador. Despir-se do que não é importante, despedir-se de muitas coisas. Partir para vôos mais altos, sem levar ouro, nem prata, nem cobre, nem alforje, nem túnicas, nem sandálias, nem bordão. (Mt 10:10)
Na noite da Cruz, o prenúncio do glorioso dia da Ressurreição. O novo dia: vitória da Luz sobre toda treva. “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram sobre ela.” (Jo 1:5)
Confiados na Graça, aliançados no Espírito, apenas ser. Mas não o ser que desejamos. Ser o que foi desejado pelo Criador. No raiar de um novo dia, encontrá-Lo, e dizer:
Senhor, eis-me aqui. Dá-me tuas asas para voar contigo! Leva-me Senhor, a lugares que ainda não fui. Tira-me, Senhor, da escuridão de meus pensamentos e desejos e mostra-me, como Pai Amoroso, a minha verdadeira natureza em Ti. Faz-me brilhar como espelho da tua Luz, e dá-me capacidade de amar, verdadeiramente, quem És.
“E o que estava assentado no trono disse: Faço novas todas as coisas." (Ap 21:5)
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
QUAL É O SEU TALENTO??
“Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir. Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se para longe”. (Mt 25:13-15)
Não gosto de ver TV. Penso que se aproveita muito pouco das numerosas horas de programação diárias veiculadas por diferentes emissoras. Mas, porque tenho uma filha que, como os de sua geração, já nasceu com TV em casa, na sala principal, algumas vezes abro mão de minhas rígidas convicções para passar um tempo com ela e entender um pouco do universo televisivo que chama a sua atenção.
Há um programa em especial que ela não gosta de perder, e ele se chama: QUAL É O SEU TALENTO?. Trata-se de um programa de calouros, onde muitos se acotovelam em busca de um lugar ao sol garantido pela exibição de seus 5 minutos de fama. Neste programa há um júri que julga os talentos e tem poder para dispensá-los ou fazê-los permanecerem na competição. Chamou-me mais atenção o nome do programa do que seu conteúdo, que algumas vezes sofre um veto de censura em minha casa (quando à competição se incorporam demonstrações de gosto duvidoso).
Mas o nome do dito programa levou-me a lembrar da parábola onde Jesus conta aos seus discípulos sobre talentos. Vejo-me, uma vez mais, por uma dessas razões que somente ao Espírito cabe discernir, levada por um programa de calouros na TV à reflexão sobre o sentido da minha existência.
De frente para o espelho imaginário que tenho em meu quarto quando fecho a porta, e de frente para o Deus real que, estou certa, está lá sempre que me proponho a buscá-lo, sou confrontada com a pergunta, em tempo real: “QUAL É O SEU TALENTO?”.
Do Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa extraio:
ta.len.to1
sm (lat talentu) 1 Antigo peso e moeda dos gregos e romanos. 2 Grande e brilhante inteligência. 3 Agudeza de espírito, disposição natural ou qualidade superior. 4 Espírito ilustrado e inteligente; grande capacidade. 5 Pessoa possuidora de inteligência invulgar. 6 Força física; vigor.
Em uma tabela de conversão de pesos e medidas encontro que 1 talento equivalia a 12.600 gramas de prata.
Na parábola contada por Jesus, ouvimos que um homem tinha 3 servos. Deixou com cada um deles uma quantia determinada de talentos, de acordo com sua capacidade, para que cuidassem durante sua ausência. Dois deles dobraram o que haviam recebido. Um deles, no entanto, temendo sobremaneira o seu senhor, enterrou a quantia que recebera, para não correr riscos.
O que dizer da aplicação dessa parábola em nossas vidas hoje?
A cada um de nós, conforme a justa medida do Senhor, foram entregues talentos. Agora entendidos como valor, não em moeda corrente, mas em capacitação: habilidades, dons, facilidades, oportunidades de estudo, oportunidades de trabalho, todo tipo de aprendizado e acesso a educação; capacidades diversas.
Convido o leitor a um passeio pelo quarto fechado, e a um encontro com o espelho imaginário e o Deus real, onde duas perguntas se impõem:
A primeira, a exemplo do programa de TV:
- Qual é o seu talento? Quais as habilidades que o Senhor Deus entregou em suas mãos?
Pode ser que ao deparar-se com o espelho você descubra que foi agraciado com o dom, por exemplo, de escrever. Ou costurar. Quem sabe bordar, planejar, comprar, vender, negociar. Talvez o seu dom seja ensinar. Ou então ouvir. Ou falar. Pode ser que você tenha sido capacitado a construir. Ou desfazer, desmanchar.
São tantas as capacidades do homem quanto abundantes são as necessidades da humanidade.
Diante do espelho, é preciso perguntar ainda:
- O que você tem feito dos talentos que o Senhor lhe confiou?
Caminhando pela Bíblia me encontro com uma mulher encantadora chamada Dorcas. Atos 9:39 nos conta que muitas viúvas choravam a morte desta mulher e mostravam a Pedro as túnicas que ela lhes havia feito, costurando. Dorcas marcou a comunidade em que vivia por saber qual era o seu talento, e por multiplicá-lo entre tesoura, tecidos, agulha e linha. Seu trabalho talvez não fosse o mais importante da região, mas com certeza era fundamental. Com seu trabalho ela garantiu vestes a viúvas que, sabemos, provavelmente encontravam-se em condições de grande necessidade.
Encontro, ainda, em Mateus 25, com o servo que gaguejou diante do seu senhor:
“Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu”. Este homem foi chamado por seu senhor de servo mau e negligente.
A negligencia com os talentos que recebemos, ensina Jesus, será julgada pelo Senhor quando voltar.
Não acredito em uma divisão estabelecida por muitos: vida na igreja e vida secular. A vida é a vida, vivida todos os dias, não importa onde estejamos. A vida é o sopro do Espírito que foi dado por Deus, e que um dia, como um novo sopro numa vela, será por Ele tirada. Ao tempo em que vivemos, como uma vela, vamos desgastando nossa matéria. Desfazendo-nos pelos caminhos que percorremos.
Os dons e talentos que recebemos, tal como a dracma perdida, precisam ser buscados com diligência. A palavra nos diz que há tesouros escondidos e riquezas encobertas. Precisamos examinar nossa existência considerando que temos um tempo para servir.
“Neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta de outro, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade.” (2 Co 9:14)
Diversos dons, diversos talentos, mas o Espírito é o mesmo. Aquele que nos fez corpo, deseja que possamos, como no corpo vivo, trocar funções vitais.
Ai do coração se não fossem os pulmões, ai dos pulmões se não fossem as costelas, ai dos braços se não fosse o tronco. Somos órgãos vitais de um corpo vivo. Somos células, enzimas, linfa, sangue, pele, suor, estomago, mente, coração. É preciso servi-Lo em toda circunstância, em todo tempo, em todo lugar. Começar cada dia entendendo quais são os talentos que nos foram dados a multiplicar, e não temermos tanto que sejamos levados a fazer como os avestruzes, enterrando nossa cabeça no chão.
Viver, amar e trabalhar. Para Freud, pai da psicanálise moderna, capacidade de amar e trabalhar são os principais sinais de saúde emocional. Para Jesus, Pai de toda a sabedoria, estas são as condições para caminharmos com Ele.
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7
Não gosto de ver TV. Penso que se aproveita muito pouco das numerosas horas de programação diárias veiculadas por diferentes emissoras. Mas, porque tenho uma filha que, como os de sua geração, já nasceu com TV em casa, na sala principal, algumas vezes abro mão de minhas rígidas convicções para passar um tempo com ela e entender um pouco do universo televisivo que chama a sua atenção.
Há um programa em especial que ela não gosta de perder, e ele se chama: QUAL É O SEU TALENTO?. Trata-se de um programa de calouros, onde muitos se acotovelam em busca de um lugar ao sol garantido pela exibição de seus 5 minutos de fama. Neste programa há um júri que julga os talentos e tem poder para dispensá-los ou fazê-los permanecerem na competição. Chamou-me mais atenção o nome do programa do que seu conteúdo, que algumas vezes sofre um veto de censura em minha casa (quando à competição se incorporam demonstrações de gosto duvidoso).
Mas o nome do dito programa levou-me a lembrar da parábola onde Jesus conta aos seus discípulos sobre talentos. Vejo-me, uma vez mais, por uma dessas razões que somente ao Espírito cabe discernir, levada por um programa de calouros na TV à reflexão sobre o sentido da minha existência.
De frente para o espelho imaginário que tenho em meu quarto quando fecho a porta, e de frente para o Deus real que, estou certa, está lá sempre que me proponho a buscá-lo, sou confrontada com a pergunta, em tempo real: “QUAL É O SEU TALENTO?”.
Do Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa extraio:
ta.len.to1
sm (lat talentu) 1 Antigo peso e moeda dos gregos e romanos. 2 Grande e brilhante inteligência. 3 Agudeza de espírito, disposição natural ou qualidade superior. 4 Espírito ilustrado e inteligente; grande capacidade. 5 Pessoa possuidora de inteligência invulgar. 6 Força física; vigor.
Em uma tabela de conversão de pesos e medidas encontro que 1 talento equivalia a 12.600 gramas de prata.
Na parábola contada por Jesus, ouvimos que um homem tinha 3 servos. Deixou com cada um deles uma quantia determinada de talentos, de acordo com sua capacidade, para que cuidassem durante sua ausência. Dois deles dobraram o que haviam recebido. Um deles, no entanto, temendo sobremaneira o seu senhor, enterrou a quantia que recebera, para não correr riscos.
O que dizer da aplicação dessa parábola em nossas vidas hoje?
A cada um de nós, conforme a justa medida do Senhor, foram entregues talentos. Agora entendidos como valor, não em moeda corrente, mas em capacitação: habilidades, dons, facilidades, oportunidades de estudo, oportunidades de trabalho, todo tipo de aprendizado e acesso a educação; capacidades diversas.
Convido o leitor a um passeio pelo quarto fechado, e a um encontro com o espelho imaginário e o Deus real, onde duas perguntas se impõem:
A primeira, a exemplo do programa de TV:
- Qual é o seu talento? Quais as habilidades que o Senhor Deus entregou em suas mãos?
Pode ser que ao deparar-se com o espelho você descubra que foi agraciado com o dom, por exemplo, de escrever. Ou costurar. Quem sabe bordar, planejar, comprar, vender, negociar. Talvez o seu dom seja ensinar. Ou então ouvir. Ou falar. Pode ser que você tenha sido capacitado a construir. Ou desfazer, desmanchar.
São tantas as capacidades do homem quanto abundantes são as necessidades da humanidade.
Diante do espelho, é preciso perguntar ainda:
- O que você tem feito dos talentos que o Senhor lhe confiou?
Caminhando pela Bíblia me encontro com uma mulher encantadora chamada Dorcas. Atos 9:39 nos conta que muitas viúvas choravam a morte desta mulher e mostravam a Pedro as túnicas que ela lhes havia feito, costurando. Dorcas marcou a comunidade em que vivia por saber qual era o seu talento, e por multiplicá-lo entre tesoura, tecidos, agulha e linha. Seu trabalho talvez não fosse o mais importante da região, mas com certeza era fundamental. Com seu trabalho ela garantiu vestes a viúvas que, sabemos, provavelmente encontravam-se em condições de grande necessidade.
Encontro, ainda, em Mateus 25, com o servo que gaguejou diante do seu senhor:
“Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu”. Este homem foi chamado por seu senhor de servo mau e negligente.
A negligencia com os talentos que recebemos, ensina Jesus, será julgada pelo Senhor quando voltar.
Não acredito em uma divisão estabelecida por muitos: vida na igreja e vida secular. A vida é a vida, vivida todos os dias, não importa onde estejamos. A vida é o sopro do Espírito que foi dado por Deus, e que um dia, como um novo sopro numa vela, será por Ele tirada. Ao tempo em que vivemos, como uma vela, vamos desgastando nossa matéria. Desfazendo-nos pelos caminhos que percorremos.
Os dons e talentos que recebemos, tal como a dracma perdida, precisam ser buscados com diligência. A palavra nos diz que há tesouros escondidos e riquezas encobertas. Precisamos examinar nossa existência considerando que temos um tempo para servir.
“Neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta de outro, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade.” (2 Co 9:14)
Diversos dons, diversos talentos, mas o Espírito é o mesmo. Aquele que nos fez corpo, deseja que possamos, como no corpo vivo, trocar funções vitais.
Ai do coração se não fossem os pulmões, ai dos pulmões se não fossem as costelas, ai dos braços se não fosse o tronco. Somos órgãos vitais de um corpo vivo. Somos células, enzimas, linfa, sangue, pele, suor, estomago, mente, coração. É preciso servi-Lo em toda circunstância, em todo tempo, em todo lugar. Começar cada dia entendendo quais são os talentos que nos foram dados a multiplicar, e não temermos tanto que sejamos levados a fazer como os avestruzes, enterrando nossa cabeça no chão.
Viver, amar e trabalhar. Para Freud, pai da psicanálise moderna, capacidade de amar e trabalhar são os principais sinais de saúde emocional. Para Jesus, Pai de toda a sabedoria, estas são as condições para caminharmos com Ele.
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7
sábado, 18 de setembro de 2010
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