A fábula de Hans Cristian Andersen, o Patinho Feio, nos coloca diante de questões que remetem à história familiar: o sonho do filho perfeito, a ansiedade da espera, o reconhecimento e a legitimação do olhar da mãe sobre a identidade e o lugar de um filho na familia. A ferida narcísica, o enfrentamento do casal diante do filho problema, o esforço da mãe para adequá-lo e o consequente abandono frente à pressão social que se faz em torno da diferença apontada pela aparência do patinho. Como diz o ditado: Filho feio não tem mãe.
Daí, partimos para uma viagem em busca da identidade daquele que foi rejeitado. Aventurando-se pelas mais diversas tribos, vai o patinho feio em sua busca de saber de si.Adere a outros grupos, e é sempre inadequado. Finalmente, para sua sorte e salvação, encontra um grupo de semelhantes generoso o suficiente para acolhê-lo e ampará-lo em seu crescimento e devir.
O relato bíblico nos traz, na cosmogonia judaico-cristã, o que se segue:
“ Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra.
Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e sujeitai-a”. (Gn 1:27-28)
No livro dos começos, o Genesis, nos é dado conhecer como Deus criou nosso planeta e tudo o que nele existe. Podemos aprender sobre o sonho de Deus para sua criação, e como tudo foi sendo feito e nomeado por Ele. Homem e Mulher, disse Ele, feitos à sua imagem e semelhança.
Vai dentro de nós, não uma programação rígida, inequívoca, mas um mapa. Mapa onde podemos encontrar a marca referencial de quem somos, e a nossa direção.
Deus criou homem e mulher, disse para se unirem, crescerem,frutificarem. Deu a esta entidade casal o poder de, com Ele, gerar uma família. E deu ao par fundamental a tarefa de perpetuar a base para formação da identidade daqueles que viriam depois.
Para tanto, os abençoou, a partir de um lugar de poder e autoridade. Esta autoridade, foi, pela bênção do Supremo Criador, repassada ao primeiro homem. Diz a Bíblia: "Macho e fêmea os criou; e os abençoou, e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados. E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme à sua imagem, e chamou o seu nome Sete." (Gn 5:2-3)
Deus dá nome a Adão. Adão dá nome a Sete. E vamos ao longo de milênios nomeando nossos filhos. Com os nomes, imprimimos neles também nosso legado, a herança que passamos adiante. A identidade de um filho começa a ser forjada naquilo que ele é falado e se legitima no seio da família.
Um bebê que chega é falado, antes que fale. É nomeado, tem lugar na casa. Ou não. O não reconhecimento do filho, a não legitimação da sua individualidade, pode reproduzir a história do patinho feio, condenado a andar por aí perguntando, afinal, quem ele é.
Há uma ordem que nos torna capazes de nomear nossos filhos. Esta parte do fato de termos nós mesmos recebido um nome, e sermos reconhecidos por ele, e nos reconhecermos nele.Na medida em que nos integramos ao nosso nome e sobrenome, tomamos o nosso lugar na história.
Podemos então, de um lugar reconhecido, seguro, frutificar e nomear. Nossos filhos poderão reconhecer em nós a segurança dos nomes que recebem, e, confiantes, partirem para sua jornada, não mais em busca de perguntarem a todos quem são, mas de re-significarem o nome e o legado que receberam de nós.
Eu Sou o que Sou, diz o Senhor Deus. Ele Se nomeia, com segurança. Olhando para Ele, podemos seguir confiantes e criativos a nossa trajetória.
Não, nós não somos pequenos deuses. Mas como Seus filhos, podemos olhar para Ele e prosseguirmos adiante. Assim, façamos à semelhança Dele. Nossos filhos não são a reprodução de nós mesmos. Mas devem poder olhar para nós, à medida em que constroem seus próprios caminhos, com a segurança de que a imagem e o legado que transmitimos, seguirão com eles para sempre.
A história do Patinho Feio poderia ter sido diferente. Talvez ele tivesse sido um filho muito interessante naquela família de patos. Na convivencia com ele, seus pais e irmãos poderiam ter aprendido coisas que não sabiam... Talvez ele pudesse ter sido chamado por outro nome, menos depreciativo. Mas essa não seria a mesma história... Quem quiser, que conte outra!
Minha vida é movimento.
Dança. Compasso.
Canto.
Minha vida é passo.
Caminho, escuto, recordo.
Encontro e decanto.
Conflito, reflito e traço.
Minha vida é campo
onde lanço, arado.
Onde laço, espanto!
Onde tanto, escasso.
Onde espaço, encanto.
Onde espanto, abraço.
sábado, 14 de maio de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
PAI, MÃE, CONSOLADOR

- Aiiii! Manhêêê!!!
A mãe larga o almoço no fogo e sai correndo em busca da filha:
- O que foi dessa vez menina?
- Mãe, cortei meu dedo, olha! - E lá vem a menina segurando o dedo mindinho como se fosse cair da mão.
A mãe examina com cuidado e lupa o cortezinho minúsculo que nem sequer está sangrando. Sopra, dá um beijinho, afaga a cabeça da menina de 9 anos, que agora está crescendo muito e vive trombando nas paredes e portas. A menina sai correndo – reconhecida em sua dor – e já nem se lembra mais o porque de tanto grito!
As mães são assim: consoladoras. Quando nos machucamos, cá estão elas, prontas para lavar o machucado: - Vai doer, mas tem que lavar, senão infecciona. O coração delas arde enquanto, fingindo calma, parecem não ligar para nossa dor.
O coração delas queima quando não temos amigos na escola, quando fracassamos na prova de geografia, quando, na adolescência, ensaiamos nossos primeiros passos nas pistas do amor... E pode mesmo se rasgar quando num belo almoço de domingo entramos em casa com um príncipe encantado . Em seu olhar maternal, antevêem o Sapo, e todos os sapos que provavelmente nos ajudarão a engolir enquanto trocam as fronhas de nossos travesseiros encharcados .
As mães não dormem. Por causa do choro do bebê, por causa da pesquisa de escola, ou aguardando nas madrugadas a chegada do filho pródigo. E quando ele chega, podem até mesmo fingir alguma indiferença para afinal não deixá-los pensarem-se assim tão importantes.
Descanso de mãe madura? Cuidar dos netos! E dá-lhe menino pulando e subindo, e televisão, e chocolate, e mexida na cozinha... Assim são as mães da minha memória.
Dia desses acordei pensando nisto, e talvez por ver já próximo o dia das mães, tive um daqueles pensamentos malucos que de repente acendem uma luzinha na cabeça: NÃO É QUE O DEUS QUE CONHEÇO SE PARECE MUITÍSSIMO COM UMA MÃE? DEUS É MÃE!!!! AHNN??? DEUS É MÃE?
Espantada com o que sou capaz de pensar, corro para a Bíblia para fugir desta heresia, e encontro assim:
“Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo de suas asas, mas vocês não quiseram.” (Mateus 23:37)
“Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti”. (Isaias 49:15)
“Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso me comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor”.(Jr 31:20)
Quanta ternura de mãe nestas palavras. Deus é Deus. É Pai, é Filho e é Espírito Santo. Mas um de seus nomes, El Shaday, nos convida a adorá-lo em sua face de Todo-Poderoso, e também daquele que nutre, que amamenta. Em hebraico: El=Deus, Shadd= seios. A terra prometida para onde Israel é conduzido por Ele, é terra que mana leite e mel.
O seio é o primeiro objeto que a criança busca no corpo da mãe. Ele garante a vida, a sobrevivência, mas também o prazer e o aconchego. Assim é El Shaday: Aquele que é Todo-Poderoso, completo, que nutre, que cobre com suas asas, como vemos no Salmo 91.
É por isto que no mês da mães, usufruindo da presença do Deus que é Pai e também mãe, nutridor e consolador, posso dizer, com o salmista:
“Senhor, o meu coração não é soberbo
nem os meus olhos são altivos;
não me ocupo de assuntos grandes e maravilhosos demais para mim.
Pelo contrário, tenho feito acalmar e sossegar a minha alma;
qual criança desmamada sobre o seio de sua mãe,
qual criança desmamada está a minha alma para comigo.
Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre.” (Salmo 131)
quarta-feira, 23 de março de 2011
EU SOU DO MEU AMADO E O MEU AMADO É MEU
“Ouço a voz do meu amado; ei-lo que vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho da gazela.
Olhai, ele está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, lançando os olhos pelas grades.
O meu amado fala e me diz:
Levanta-te amada minha, e vem. Vê! Já passou o inverno; e as chuvas já cessaram, e se foram. Aparecem as flores na terra; o tempo de cantar chegou, e a voz das rolas ouve-se em nossa terra. A figueira já deu os seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma.
Levanta-te amada minha, formosa minha e vem.
Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, pois a tua voz é doce, e o teu rosto formoso.
Apanhai-me as raposinhas, que fazem mal às vinhas, as nossas vinhas que estão em flor.
O meu amado é meu, e eu sou dele.” (Ct: 2: 8-16 a)
Que doce é a voz do meu amado! Pode ser como a voz de muitas águas, ou um sussurro que somente eu consigo ouvir. Semelhante ao grito dos apaixonados, que escrevem os nomes de suas amadas nas pedras, em faixas e gritam o seu amor em praça pública, ou aos bilhetes secretos e cartas de amor seladas.
Que delícia é o seu convite: - Vem querida minha e vê, existem flores, é tempo de cantar, os aromas são suaves e o meu jardim te espera em perfume e flor. Vem comer comigo os figos, e as uvas que tenho plantado para ti!
O meu amado quer me ver, ele ama o meu rosto e a minha voz. O meu amado não se cansa de ver a minha face. O meu amado quer ouvir a minha voz, ah! Ele diz que favos de mel manam dos meus lábios! Doce é para Ele ouvir as palavras de amor que fluem da minha boca.
O meu amado desceu aos seus jardins, para se alimentar e para colher os lírios. Os jardins do meu amado são a Terra inteira, a Terra é o estrado dos seus pés. Os lírios são flores preciosas, semelhantes ao Lírio dos Vales... eu sou como o lírio, semelhante a Ele. Ele saiu do Seu trono, e desceu aos Seus jardins, para colher-me, e levar-me com Ele.
O Nome do meu amado é como ungüento derramado. Ele não mediu esforços para vir ter comigo. Comprou para mim vida abundante e eterna, com preço mais alto que todo ouro e prata do mundo. O meu amado me comprou com o seu próprio sangue, que derramou publicamente, por mim. Escreveu com o seu sangue o meu nome, e gravou sua carta de amor em meu coração.
Chamou-me jardim fechado e fonte selada. Assim me guardou, para que eu fosse fonte dos jardins, poço das águas vivas.
Eu sou do meu amado, e Ele me tem afeição. Assim Ele descreve o Seu amor:
“As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor, seria de todo desprezado. “
O amor com que Ele me ama é perene e indestrutível. E Ele me convida a aceitar sua aliança, como sinal de que sou Dele:
“Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço.”
O meu amado é fiel, a sua fidelidade e o seu amor jamais serão destruídos. Ainda que eu tentasse me esconder dEle, Ele me veria, pois Ele é aquele que olha por detrás de minhas paredes, pelas grades que construí ao longo da vida. Ele me sempre vê. Ele espera por mim a cada manhã, para que nos Seus jardins eu dê a Ele o meu amor.
Você já descobriu, quem é o meu amado?
O Seu nome é Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.
O nome do meu amado é JESUS DE NAZARÉ.
(Trechos bíblicos extraídos do Livro de Cantares)
Olhai, ele está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, lançando os olhos pelas grades.
O meu amado fala e me diz:
Levanta-te amada minha, e vem. Vê! Já passou o inverno; e as chuvas já cessaram, e se foram. Aparecem as flores na terra; o tempo de cantar chegou, e a voz das rolas ouve-se em nossa terra. A figueira já deu os seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma.
Levanta-te amada minha, formosa minha e vem.
Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, pois a tua voz é doce, e o teu rosto formoso.
Apanhai-me as raposinhas, que fazem mal às vinhas, as nossas vinhas que estão em flor.
O meu amado é meu, e eu sou dele.” (Ct: 2: 8-16 a)
Que doce é a voz do meu amado! Pode ser como a voz de muitas águas, ou um sussurro que somente eu consigo ouvir. Semelhante ao grito dos apaixonados, que escrevem os nomes de suas amadas nas pedras, em faixas e gritam o seu amor em praça pública, ou aos bilhetes secretos e cartas de amor seladas.
Que delícia é o seu convite: - Vem querida minha e vê, existem flores, é tempo de cantar, os aromas são suaves e o meu jardim te espera em perfume e flor. Vem comer comigo os figos, e as uvas que tenho plantado para ti!
O meu amado quer me ver, ele ama o meu rosto e a minha voz. O meu amado não se cansa de ver a minha face. O meu amado quer ouvir a minha voz, ah! Ele diz que favos de mel manam dos meus lábios! Doce é para Ele ouvir as palavras de amor que fluem da minha boca.
O meu amado desceu aos seus jardins, para se alimentar e para colher os lírios. Os jardins do meu amado são a Terra inteira, a Terra é o estrado dos seus pés. Os lírios são flores preciosas, semelhantes ao Lírio dos Vales... eu sou como o lírio, semelhante a Ele. Ele saiu do Seu trono, e desceu aos Seus jardins, para colher-me, e levar-me com Ele.
O Nome do meu amado é como ungüento derramado. Ele não mediu esforços para vir ter comigo. Comprou para mim vida abundante e eterna, com preço mais alto que todo ouro e prata do mundo. O meu amado me comprou com o seu próprio sangue, que derramou publicamente, por mim. Escreveu com o seu sangue o meu nome, e gravou sua carta de amor em meu coração.
Chamou-me jardim fechado e fonte selada. Assim me guardou, para que eu fosse fonte dos jardins, poço das águas vivas.
Eu sou do meu amado, e Ele me tem afeição. Assim Ele descreve o Seu amor:
“As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor, seria de todo desprezado. “
O amor com que Ele me ama é perene e indestrutível. E Ele me convida a aceitar sua aliança, como sinal de que sou Dele:
“Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço.”
O meu amado é fiel, a sua fidelidade e o seu amor jamais serão destruídos. Ainda que eu tentasse me esconder dEle, Ele me veria, pois Ele é aquele que olha por detrás de minhas paredes, pelas grades que construí ao longo da vida. Ele me sempre vê. Ele espera por mim a cada manhã, para que nos Seus jardins eu dê a Ele o meu amor.
Você já descobriu, quem é o meu amado?
O Seu nome é Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.
O nome do meu amado é JESUS DE NAZARÉ.
(Trechos bíblicos extraídos do Livro de Cantares)
sábado, 12 de fevereiro de 2011
´Pérolas
Pérola de José Saramago:
"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu fizeram-no de carne e sangra todo dia."
(José Saramago)
"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu fizeram-no de carne e sangra todo dia."
(José Saramago)
Reconciliados para ministrar a Reconciliação
Quem já provou o sabor doce-úmido do caqui? E o cheiro adocicado do manacá? E a brisa do mar na virada do dia?
Como descrever, em palavras, sensações tão particulares? Seria possível a alguém que nunca tenha provado uma jabuticaba, descrevê-la –“ ploct-pluft “- do delicioso explodir da fruta na boca, até o cuspir do caroço?
Nosso Mestre nos dizia, em Lucas 6:
"Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?
O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre.
"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho’, se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão".
"Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom.
Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas.
O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração".
Somos chamados à reconciliação. Reconciliarmo-nos com o Senhor, para então ministrarmos a reconciliação. No caminho, no correr dos dias, vão se acumulando poeira e cisco em nossos olhos. Mas prosseguimos, entendendo que não há tempo, a messe é grande, são poucos os trabalhadores. Precisamos prosseguir, muitas vezes sem separarmos tempo de lavar os nossos olhos.
Saímos então anunciando uma palavra: Evangelho – Boas Novas. A boa notícia de que em Jesus, não mais pelas nossas obras, mas por Sua misericórdia, somos reconciliados com Deus. A notícia de que nEle nossos pecados são, definitivamente, perdoados.
Anunciamos o Evangelho, enquanto caminhamos pesados, arrastando nosso fardo recheado de culpas, pecados não confessados, questões que deixamos pra depois. A dura realidade sobre nós mesmos permanece encoberta, enquanto nos ocupamos do ideal que o Evangelho traz para a vida do outro.
- Não, não para a minha vida. Eu sei que os caquis podem ser deliciosos, mas não para mim. Afinal, poderia deliciar-me com eles. E isto não combina com meu fardo.
Fardo que o Mestre convida a lançar sobre Ele, mas que já é tão meu... afinal, são as minhas velhas e conhecidas dores, aqueles medos tão familiares, o pecado que repito e tão de perto me acompanha...
Ah! Quanto perdemos! Oferecemos à multidão uma mesa farta, da qual nos abstemos de comer: a mesa da reconciliação. Como seria bom se pudéssemos, realmente, crer que o convite do Senhor é para nós também. Um convite para lançarmos sobre Ele toda dor, toda inconstância, toda impotência, toda humanidade.
Ele não nos convida a nos tornarmos SUPER. Ele nos convida a sermos humildes e necessitados da Sua Graça. Ele nos convida a provarmos a mesa farta que Ele mesmo preparou, por causa do seu AMOR.
Vejamos o que o Mestre nos ensina em Mateus 22:
"O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
"De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento! ’
"Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.”
O banquete está posto. Mas nós ainda pensamos que precisamos merecer estar lá. E saímos a trabalhar. O Rei descreve o seu banquete e convida: O tempo da reconciliação é chegado.
Como poderemos convidar alguém para a festa, se nem ao menos conhecemos o anfitrião? Como poderemos descrever as maravilhas da sua comida e bebida, se nos privamos deste encontro?
Somos chamados a ministrar as novas da reconciliação, da aliança refeita. Isto exige de nós, antes, experimentá-la.
Experimente lançar o seu fardo aos pés do Mestre. Experimente desapegar-se de culpas e dores, e confiantemente entregá-las. Ele virá com um banquete, tomando o lugar que lhe cabe. Ele virá até você, para curar o que você julga incurável, para tratar o que você julga perdido, para sarar o que você sabe doente.
As nossas limitações não são maiores do que o Senhor. Ele nos convida a olharmos para dentro, através da Luz que Ele mesmo é, com compaixão, misericórdia, e amor.
Aí então, tendo provado das delícias da reconciliação, poderemos dizer: Eu era cego, e agora vejo, eu era morto, e agora vivo!
Como descrever, em palavras, sensações tão particulares? Seria possível a alguém que nunca tenha provado uma jabuticaba, descrevê-la –“ ploct-pluft “- do delicioso explodir da fruta na boca, até o cuspir do caroço?
Nosso Mestre nos dizia, em Lucas 6:
"Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?
O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre.
"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho’, se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão".
"Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom.
Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas.
O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração".
Somos chamados à reconciliação. Reconciliarmo-nos com o Senhor, para então ministrarmos a reconciliação. No caminho, no correr dos dias, vão se acumulando poeira e cisco em nossos olhos. Mas prosseguimos, entendendo que não há tempo, a messe é grande, são poucos os trabalhadores. Precisamos prosseguir, muitas vezes sem separarmos tempo de lavar os nossos olhos.
Saímos então anunciando uma palavra: Evangelho – Boas Novas. A boa notícia de que em Jesus, não mais pelas nossas obras, mas por Sua misericórdia, somos reconciliados com Deus. A notícia de que nEle nossos pecados são, definitivamente, perdoados.
Anunciamos o Evangelho, enquanto caminhamos pesados, arrastando nosso fardo recheado de culpas, pecados não confessados, questões que deixamos pra depois. A dura realidade sobre nós mesmos permanece encoberta, enquanto nos ocupamos do ideal que o Evangelho traz para a vida do outro.
- Não, não para a minha vida. Eu sei que os caquis podem ser deliciosos, mas não para mim. Afinal, poderia deliciar-me com eles. E isto não combina com meu fardo.
Fardo que o Mestre convida a lançar sobre Ele, mas que já é tão meu... afinal, são as minhas velhas e conhecidas dores, aqueles medos tão familiares, o pecado que repito e tão de perto me acompanha...
Ah! Quanto perdemos! Oferecemos à multidão uma mesa farta, da qual nos abstemos de comer: a mesa da reconciliação. Como seria bom se pudéssemos, realmente, crer que o convite do Senhor é para nós também. Um convite para lançarmos sobre Ele toda dor, toda inconstância, toda impotência, toda humanidade.
Ele não nos convida a nos tornarmos SUPER. Ele nos convida a sermos humildes e necessitados da Sua Graça. Ele nos convida a provarmos a mesa farta que Ele mesmo preparou, por causa do seu AMOR.
Vejamos o que o Mestre nos ensina em Mateus 22:
"O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
"De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento! ’
"Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.”
O banquete está posto. Mas nós ainda pensamos que precisamos merecer estar lá. E saímos a trabalhar. O Rei descreve o seu banquete e convida: O tempo da reconciliação é chegado.
Como poderemos convidar alguém para a festa, se nem ao menos conhecemos o anfitrião? Como poderemos descrever as maravilhas da sua comida e bebida, se nos privamos deste encontro?
Somos chamados a ministrar as novas da reconciliação, da aliança refeita. Isto exige de nós, antes, experimentá-la.
Experimente lançar o seu fardo aos pés do Mestre. Experimente desapegar-se de culpas e dores, e confiantemente entregá-las. Ele virá com um banquete, tomando o lugar que lhe cabe. Ele virá até você, para curar o que você julga incurável, para tratar o que você julga perdido, para sarar o que você sabe doente.
As nossas limitações não são maiores do que o Senhor. Ele nos convida a olharmos para dentro, através da Luz que Ele mesmo é, com compaixão, misericórdia, e amor.
Aí então, tendo provado das delícias da reconciliação, poderemos dizer: Eu era cego, e agora vejo, eu era morto, e agora vivo!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O Nascimento de um Rei
“E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Vendo eles a estrela, alegraram-se imensamente. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se, o adoraram. Então, abrindo os seus tesouros, lhe apresentaram suas dádivas: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2:9-11)
Luzes brilham nas casas, nas praças, nas ruas. Em lojas ouve-se o barulho eletrônico de sininhos tocando, anunciando. Entra ano, sai ano, comemoramos o Natal. Data eleita para que o mundo se lembre de que, em Belém, há cerca de 2010 anos, nasceu um Menino.
Mas não era qualquer menino. Seu nascimento foi anunciado por anjos e profetas. Até os luminares, que por Ele e para Ele foram feitos, se moveram para mostrar o local, humilde e pobre, onde escolheu nascer no meio de nós.
Os magos do Oriente reconheceram a sua estrela, e vieram em busca dEle, adorá-Lo. Diante dEle, abriram os seus tesouros, e lhe apresentaram suas dádivas. Tesouros abertos diante do Rei. Um Rei nascido com aparência humilde, para nos ensinar que riquezas deste mundo são nada ante o brilho maravilhoso das estrelas colocadas no céu.
Agora, em dezembro, tocamos sinos. Convidamos pessoas, cantamos nas praças, damo-nos presentes, para, quem sabe, reverenciarmos em nosso irmão Aquele que veio por nós.
Neste Natal, possamos nos prostrar diante Dele. Possamos, verdadeiramente, adorá-Lo. Lembremo-nos Dele, não como lenda, mas como alguém que ainda hoje, vive.
Sim, Jesus Cristo nasceu e vive ainda. Ele está no meio de nós. Nos passos dos necessitados, podemos encontrá-lo clamando por amor, por justiça, por mansidão.
Ele está no meio de nós. Como estrela a nos mostrar ainda que há um Caminho, uma Verdade, uma Vida.
Ele está no meio de nós. Não nos pede presentes, mas o que está em nossos tesouros: “Pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o vosso coração.”(Lc 12:34)
Ao som dos sinos, deixemo-nos tocar por Ele. Na direção das luzes, deixemo-nos guiar por Ele. E, diante Dele, abramos nossos tesouros para entregar-Lhe, inteiramente, os nossos corações.
“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz; sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRINCIPE DA PAZ.
Do aumento do seu governo e paz não haverá fim. Reinará sobre o trono de Davi e sobre seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e justiça, desde agora e para sempre.” (Is 9:2;6-7)
Luzes brilham nas casas, nas praças, nas ruas. Em lojas ouve-se o barulho eletrônico de sininhos tocando, anunciando. Entra ano, sai ano, comemoramos o Natal. Data eleita para que o mundo se lembre de que, em Belém, há cerca de 2010 anos, nasceu um Menino.
Mas não era qualquer menino. Seu nascimento foi anunciado por anjos e profetas. Até os luminares, que por Ele e para Ele foram feitos, se moveram para mostrar o local, humilde e pobre, onde escolheu nascer no meio de nós.
Os magos do Oriente reconheceram a sua estrela, e vieram em busca dEle, adorá-Lo. Diante dEle, abriram os seus tesouros, e lhe apresentaram suas dádivas. Tesouros abertos diante do Rei. Um Rei nascido com aparência humilde, para nos ensinar que riquezas deste mundo são nada ante o brilho maravilhoso das estrelas colocadas no céu.
Agora, em dezembro, tocamos sinos. Convidamos pessoas, cantamos nas praças, damo-nos presentes, para, quem sabe, reverenciarmos em nosso irmão Aquele que veio por nós.
Neste Natal, possamos nos prostrar diante Dele. Possamos, verdadeiramente, adorá-Lo. Lembremo-nos Dele, não como lenda, mas como alguém que ainda hoje, vive.
Sim, Jesus Cristo nasceu e vive ainda. Ele está no meio de nós. Nos passos dos necessitados, podemos encontrá-lo clamando por amor, por justiça, por mansidão.
Ele está no meio de nós. Como estrela a nos mostrar ainda que há um Caminho, uma Verdade, uma Vida.
Ele está no meio de nós. Não nos pede presentes, mas o que está em nossos tesouros: “Pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o vosso coração.”(Lc 12:34)
Ao som dos sinos, deixemo-nos tocar por Ele. Na direção das luzes, deixemo-nos guiar por Ele. E, diante Dele, abramos nossos tesouros para entregar-Lhe, inteiramente, os nossos corações.
“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz; sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRINCIPE DA PAZ.
Do aumento do seu governo e paz não haverá fim. Reinará sobre o trono de Davi e sobre seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e justiça, desde agora e para sempre.” (Is 9:2;6-7)
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